Já li diversas vezes que existem coisas boas em dias ruins e coisas ruins em dias bons … sou o que as pessoas chamam de “aquela que vê o copo meio cheio”, mas eu me vejo como um copo vazio. Não, vocês não leram errado, apesar do otimismo brilhante que eu exalo e sei que exalo mesmo, não é porque meu interior é vazio que eu preciso secar quem esta ao meu redor. Talvez meu copo seja sempre vazio por isso, tento distribuir tudo que tenho e que não tenho para encher os copos alheios.
Vocês devem pensar “ué se seu copo é vazio, como você enche o dos outros?” Sinceramente? Eu não sei, talvez eu tenha um rio de alegrias dentro de mim, só não consiga encher meu próprio copo com ele, talvez não seja nem consiguir no sentido de alcançar, mas no sentido de medo, medo de encher meu copo e deixar de encher o dos outros, tem tantos copos por ai que meu rio pode encher, o meu não é prioridade … Não sei quando decidi isso, não sei onde vou com isso, mas só de pensar em por uma gota no meu copo já me sinto egoista, portanto acho que apesar das pessoas me acharem “um copo meio cheio” eu sou um copo vazio, mas eu nem olho pro meu copo, passo os dias ajoelhada na beira do rio deixando todos os copos meio cheios, os seus copos tornam meu copo desinteressante de se olhar, afinal, de que adianta ter esse rio e não usar … mas tem dias, a … tem dias que tudo que eu quero é pegar o meu e encher, mas acho que já criei raiz, preciso que tragam meu copo até mim, já não o olho mais, se alguém o trouxer talvez assim eu consiga enche-lo, mas sinceramente? Não acredito que eu valha o trabalho de alguém. 

- SLR

Já li diversas vezes que existem coisas boas em dias ruins e coisas ruins em dias bons … sou o que as pessoas chamam de “aquela que vê o copo meio cheio”, mas eu me vejo como um copo vazio. Não, vocês não leram errado, apesar do otimismo brilhante que eu exalo e sei que exalo mesmo, não é porque meu interior é vazio que eu preciso secar quem esta ao meu redor. Talvez meu copo seja sempre vazio por isso, tento distribuir tudo que tenho e que não tenho para encher os copos alheios.
Vocês devem pensar “ué se seu copo é vazio, como você enche o dos outros?” Sinceramente? Eu não sei, talvez eu tenha um rio de alegrias dentro de mim, só não consiga encher meu próprio copo com ele, talvez não seja nem consiguir no sentido de alcançar, mas no sentido de medo, medo de encher meu copo e deixar de encher o dos outros, tem tantos copos por ai que meu rio pode encher, o meu não é prioridade … Não sei quando decidi isso, não sei onde vou com isso, mas só de pensar em por uma gota no meu copo já me sinto egoista, portanto acho que apesar das pessoas me acharem “um copo meio cheio” eu sou um copo vazio, mas eu nem olho pro meu copo, passo os dias ajoelhada na beira do rio deixando todos os copos meio cheios, os seus copos tornam meu copo desinteressante de se olhar, afinal, de que adianta ter esse rio e não usar … mas tem dias, a … tem dias que tudo que eu quero é pegar o meu e encher, mas acho que já criei raiz, preciso que tragam meu copo até mim, já não o olho mais, se alguém o trouxer talvez assim eu consiga enche-lo, mas sinceramente? Não acredito que eu valha o trabalho de alguém.

- SLR

Hoje as pessoas pedem mais amor. Gritam, esperneiam e fazem birra como uma criança mimada, implorando por mais amor. Espalham cartazes pelas ruas pedindo “mais amor por favor” … mas ai eu penso: ué, se amor é um sentimento, ele ninguém deveria pedir por ele, sentimentos acontecem, seja amor, raiva ou carinho, todos são conquistados, portanto se você quer ser mais amado, você deve fazer por onde. Mas engraçado, porque pedimos por algo o qual não fazemos por onde merecer? Minha geração (sim, eu nasci junto com essas pessoas apesar de não pensar como elas) não tem o habito de se esforçar para conseguir algo, tem tudo na mão, as oportunidades caem em seus colos como chuvas de março, portanto nossa geração esqueceu o que é fazer por merecer.
Amar não é como ir na padaria e comprar pão, amar é convivência, é afinidade, é lealdade … É trabalho para duas pessoas, então por favor, não me peça amor, conquiste meu amor e ai sim você vai amar de verdade e melhor, não vai receber migalha em troca, porque a reciprocidade, assim como o amor, é sempre verdadeira.
- SLR.

Hoje as pessoas pedem mais amor. Gritam, esperneiam e fazem birra como uma criança mimada, implorando por mais amor. Espalham cartazes pelas ruas pedindo “mais amor por favor” … mas ai eu penso: ué, se amor é um sentimento, ele ninguém deveria pedir por ele, sentimentos acontecem, seja amor, raiva ou carinho, todos são conquistados, portanto se você quer ser mais amado, você deve fazer por onde. Mas engraçado, porque pedimos por algo o qual não fazemos por onde merecer? Minha geração (sim, eu nasci junto com essas pessoas apesar de não pensar como elas) não tem o habito de se esforçar para conseguir algo, tem tudo na mão, as oportunidades caem em seus colos como chuvas de março, portanto nossa geração esqueceu o que é fazer por merecer.
Amar não é como ir na padaria e comprar pão, amar é convivência, é afinidade, é lealdade … É trabalho para duas pessoas, então por favor, não me peça amor, conquiste meu amor e ai sim você vai amar de verdade e melhor, não vai receber migalha em troca, porque a reciprocidade, assim como o amor, é sempre verdadeira.
- SLR.

Não somos animais racionais. O ser humano é um animal programado para reagir ao ambiente que é inserido, e com a necessidade de trocas para sobreviver, nós nos tornamos seres ambiciosamente cruéis, seja para qual for o seu ambiente, seja religioso, seja gay, seja racial, todos os grupos criaram uma cruel ambição pela hegemonia. Sua troca, seja com deus, seja de sexo, seja de cunho racial, se tornou cada vez mais poderosa, cruel, ambiciosa e alimitada. Todos com sua verdade absoluta, desistiram de trocar uns com os outros, o tempo nos transformou em impositores, somos todos guerreiros inescrupulosos, mas não por um bem comum, e sim pelo meu interesse próprio … bem comum? Nós fizemos questão de nos segmentar com fronteiras fisicas e mentais, bem comum é uma utopia criada pelos pontos fora da curva, aqueles que nasceram com fé na humanidade como unidade, mas como disse, embora admirados, esses pontos fora da curva são tão poucos que num mundo de mais de 7 bilhões de pessoas, não encheriam talvez um acre de terra. 
Somos sanguinários, matamos não só por sobrevivência, matamos por diversos motivos, raiva, impulso, ganância, distúrbios mentais, divergências culturais e tantos outros fatores que me deprime estar aqui, sendo uma humana e falando sobre isso. 
Nossa raça é a única que proporciona à sua caça uma morte lenta e dolorosa, seja para nos alimentar, seja para obter informações sobre algum governo mais rico ou só para satisfazer fetiches.
Ouvi uma vez que a consciência humana foi um erro da evolução, mas sou obrigada a discordar, se tivessemos mesmo consciência, não seriamos como somos, não agiriamos como agimos, nossa consciência é somente um aglomerado de memórias que atrapalha o sono de alguns de nós,  a consciência não impede um homem de espancar outro até a morte por um desentendimento em um jogo de futebol, inclusive ao longo da vida já ouvi a seguinte frase de um assassino: “O primeiro que você mata, é um inferno, fica martelando na sua cabeça, mas depois … depois você mata que nem mosca.”
Isso é ser racional? Isso é ter consciência? Não no meu ponto de vista. Vejo o ser humano como um animal menos racional que muitos animais que vivem na selva, nós não vemos ainda, mas nos tornamos os zumbis dos filmes e jogos que vemos na TV, sempre querendo mais, sempre com fome, com vontade de comermos uns aos outros. Não acredito que sejamos racionais, porquê para mim, ser provido de inteligência e criar formas de aniquilar nações inteiras ao pressionar de um botão não é inteligência, é crueldade … e eu não sou bióloga ou médica, mas sou um desses pontos fora da curva e vejo essa inteligência que foi dada ao animal mais cruel como uma ironia do destino, uma forma de fazer tudo acabar como começamos … sem saber o que realmente aconteceu conosco.

- SLR.

Não somos animais racionais. O ser humano é um animal programado para reagir ao ambiente que é inserido, e com a necessidade de trocas para sobreviver, nós nos tornamos seres ambiciosamente cruéis, seja para qual for o seu ambiente, seja religioso, seja gay, seja racial, todos os grupos criaram uma cruel ambição pela hegemonia. Sua troca, seja com deus, seja de sexo, seja de cunho racial, se tornou cada vez mais poderosa, cruel, ambiciosa e alimitada. Todos com sua verdade absoluta, desistiram de trocar uns com os outros, o tempo nos transformou em impositores, somos todos guerreiros inescrupulosos, mas não por um bem comum, e sim pelo meu interesse próprio … bem comum? Nós fizemos questão de nos segmentar com fronteiras fisicas e mentais, bem comum é uma utopia criada pelos pontos fora da curva, aqueles que nasceram com fé na humanidade como unidade, mas como disse, embora admirados, esses pontos fora da curva são tão poucos que num mundo de mais de 7 bilhões de pessoas, não encheriam talvez um acre de terra.
Somos sanguinários, matamos não só por sobrevivência, matamos por diversos motivos, raiva, impulso, ganância, distúrbios mentais, divergências culturais e tantos outros fatores que me deprime estar aqui, sendo uma humana e falando sobre isso.
Nossa raça é a única que proporciona à sua caça uma morte lenta e dolorosa, seja para nos alimentar, seja para obter informações sobre algum governo mais rico ou só para satisfazer fetiches.
Ouvi uma vez que a consciência humana foi um erro da evolução, mas sou obrigada a discordar, se tivessemos mesmo consciência, não seriamos como somos, não agiriamos como agimos, nossa consciência é somente um aglomerado de memórias que atrapalha o sono de alguns de nós, a consciência não impede um homem de espancar outro até a morte por um desentendimento em um jogo de futebol, inclusive ao longo da vida já ouvi a seguinte frase de um assassino: “O primeiro que você mata, é um inferno, fica martelando na sua cabeça, mas depois … depois você mata que nem mosca.”
Isso é ser racional? Isso é ter consciência? Não no meu ponto de vista. Vejo o ser humano como um animal menos racional que muitos animais que vivem na selva, nós não vemos ainda, mas nos tornamos os zumbis dos filmes e jogos que vemos na TV, sempre querendo mais, sempre com fome, com vontade de comermos uns aos outros. Não acredito que sejamos racionais, porquê para mim, ser provido de inteligência e criar formas de aniquilar nações inteiras ao pressionar de um botão não é inteligência, é crueldade … e eu não sou bióloga ou médica, mas sou um desses pontos fora da curva e vejo essa inteligência que foi dada ao animal mais cruel como uma ironia do destino, uma forma de fazer tudo acabar como começamos … sem saber o que realmente aconteceu conosco.

- SLR.

Roda a roda e gira o mundo, 
Vai e vem, vem e vai, 
Toda volta dada é uma nova rodada,
Nesse jogo que demos o nome de vida.

Norte, sul, leste e oeste.
Não sei qual direção exata, mas foi convergente.
Um deslize para o lado direito e você cavou seu lugar do lado esquerdo.
Com as palavras e dedos daqueles que jogam sem medos.

Nunca fui primeira, mas hoje almejo ser sétima. 
Sete horas, sete dias, sétima casa no final da praia, sétima moça encantada por suas sardas.
Nem sei pra onde vou, mas sigo, 
Ligo os pontos, 
E sem fechar meus olhos, chego aos teus.

Que o mundo gire como peão, 
Não ei de me importar não, já amarrei uma linha ao teu coração. 
Mais de 7 metros de linha, mais de 7 horas de viagem,
Mas vou e volto sem passagem, pois durmo toda noite em teus braços.

Que tudo caia, mas que não terminemos em vaia,
Que não terminemos em nada,
Se for para jogar, quero brincar de vida contigo, 
Passar as sete vidas, que não tenho, contigo.
Sete, sétima, não setenta, mas seja lá como for, a gente tenta.

- SLR.

Roda a roda e gira o mundo,
Vai e vem, vem e vai,
Toda volta dada é uma nova rodada,
Nesse jogo que demos o nome de vida.

Norte, sul, leste e oeste.
Não sei qual direção exata, mas foi convergente.
Um deslize para o lado direito e você cavou seu lugar do lado esquerdo.
Com as palavras e dedos daqueles que jogam sem medos.

Nunca fui primeira, mas hoje almejo ser sétima.
Sete horas, sete dias, sétima casa no final da praia, sétima moça encantada por suas sardas.
Nem sei pra onde vou, mas sigo, Ligo os pontos,
E sem fechar meus olhos, chego aos teus.

Que o mundo gire como peão,
Não ei de me importar não, já amarrei uma linha ao teu coração.
Mais de 7 metros de linha, mais de 7 horas de viagem,
Mas vou e volto sem passagem, pois durmo toda noite em teus braços.

Que tudo caia, mas que não terminemos em vaia,
Que não terminemos em nada,
Se for para jogar, quero brincar de vida contigo,
Passar as sete vidas, que não tenho, contigo.
Sete, sétima, não setenta, mas seja lá como for, a gente tenta.

- SLR.

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Nunca fui agitada, mas sempre fui inquieta, por isso sempre encontrei conforto nos rocks clássicos, inclusive tenho algumas letras dessas musicas escritas perpétuamente na minha pele.
Essa inquietação eu sempre mantive contida, as vezes ela tentava escapar, e com o tempo ela conseguir fazer de mim uma pessoa mais ansiosa e preocupada que o normal … as músicas eletrônicas começaram a fazer sentido para mim, com letra, sem letra, a batida, a melodia que começava lenta e ia se agitando exponencialmente fazia todo sentido para mim, então novamente, meu interior encontrou um refúgio, um companheiro cheio de afinidades entre a melodia e meu dia a dia.
Mas como a vida muda né? De uns tempos pra cá me peguei ouvindo jazz, músicas de artistas memoráveis, que traziam inocência e calma para o meu interior, do jazz passei para a calmaria e otimismo do surfmusic, Jack Johnson me botava pra dormir todas noites, dizendo no meu ouvido “it’s always better when we are together” … bom acabou que algo inusitado aconteceu, a mudança de estilo musical mudou meu interior, porque pela primeira vez eu não procurei conforto, eu procurei cura, e minha cabeça que sempre esteve a mais de mil, hoje esta com a pressa das pessoas de uma cidade pequena, como no interior, fico sim divagando sobre um futuro, mas agora sem grandes medos ou dúvidas, só com cenários belos os quais me dão uma vontade absurda de viver o hoje para chegar naquele futuro. Hoje eu encontrei a paz, eu finalmente consigo desacelerar e curtir o momento sem o desespero do amanhã. Mas as músicas não são as responsáveis por isso, não, nunca foram, ela eram um conforto, um companheiro de vitorias e derrotas. O que me fez fechar os olhos e me sentir leve, foi você, que suave como o jazz me acalanta e otimista como a surfmusic me da esperança, não só no belo futuro, mas nas pessoas como um todo.
Eu virei o disco e encontrei o lado certo, na verdade virei o disco e achei a pessoa certa para ficar ao meu lado, não sei se foi culpa do Jack, do Frank, do Tonny ou do Billy, mas eu acredito que as coisas não acontecem por acaso, eu não virei o disco à toa, você não apareceu pra mim atoa, tudo tem um motivo, o destino as vezes é assim, você vira uma esquina, e muda sua vida. Eu virei o disco e você mudou a minha vida. 

- SLR.

Nunca fui agitada, mas sempre fui inquieta, por isso sempre encontrei conforto nos rocks clássicos, inclusive tenho algumas letras dessas musicas escritas perpétuamente na minha pele.
Essa inquietação eu sempre mantive contida, as vezes ela tentava escapar, e com o tempo ela conseguir fazer de mim uma pessoa mais ansiosa e preocupada que o normal … as músicas eletrônicas começaram a fazer sentido para mim, com letra, sem letra, a batida, a melodia que começava lenta e ia se agitando exponencialmente fazia todo sentido para mim, então novamente, meu interior encontrou um refúgio, um companheiro cheio de afinidades entre a melodia e meu dia a dia.
Mas como a vida muda né? De uns tempos pra cá me peguei ouvindo jazz, músicas de artistas memoráveis, que traziam inocência e calma para o meu interior, do jazz passei para a calmaria e otimismo do surfmusic, Jack Johnson me botava pra dormir todas noites, dizendo no meu ouvido “it’s always better when we are together” … bom acabou que algo inusitado aconteceu, a mudança de estilo musical mudou meu interior, porque pela primeira vez eu não procurei conforto, eu procurei cura, e minha cabeça que sempre esteve a mais de mil, hoje esta com a pressa das pessoas de uma cidade pequena, como no interior, fico sim divagando sobre um futuro, mas agora sem grandes medos ou dúvidas, só com cenários belos os quais me dão uma vontade absurda de viver o hoje para chegar naquele futuro. Hoje eu encontrei a paz, eu finalmente consigo desacelerar e curtir o momento sem o desespero do amanhã. Mas as músicas não são as responsáveis por isso, não, nunca foram, ela eram um conforto, um companheiro de vitorias e derrotas. O que me fez fechar os olhos e me sentir leve, foi você, que suave como o jazz me acalanta e otimista como a surfmusic me da esperança, não só no belo futuro, mas nas pessoas como um todo.
Eu virei o disco e encontrei o lado certo, na verdade virei o disco e achei a pessoa certa para ficar ao meu lado, não sei se foi culpa do Jack, do Frank, do Tonny ou do Billy, mas eu acredito que as coisas não acontecem por acaso, eu não virei o disco à toa, você não apareceu pra mim atoa, tudo tem um motivo, o destino as vezes é assim, você vira uma esquina, e muda sua vida. Eu virei o disco e você mudou a minha vida.

- SLR.

2 weeks ago. 1 note. Permalink.
Não importa, rico, pobre, alto, baixo, gordo, magro, branco, negro ou pardo. Nada disso importa, todos nós nos resumimos a uma xícara bem grande, porém, extremamente fina que esta posicionada em um tambor. Ao longo da vida, nós teremos mil oportunidades de encher nossas xícaras com o que quisermos, momentos doces, momentos amargos, momentos apimentados, podemos jogar fora algumas coisas que entraram, basta usar uma peneira e o que não vale mais a pena nós podemos deixar ir sem problemas, é só querermos.
Mas como disse antes, estamos posicionados em um tambor, e eventualmente esse tambor recebe uma batida e faz nossa xícara tremer. Essa tremida dá medo, então alguns decidem mudar a posição da xícara no tambor, alguns decidem deixar entrar em seu côncavo coisas que nunca imaginaram entrar no seu fino recipiente de cristal pelo medo de ter uma xícara vazia, cada um reage do seu jeito, afinal, cada um vive em seu tambor.
Inevitavelmente, por mais que você brinque de esconde esconde com a baqueta do tambor por muito tempo, ele vai te acertar, e o cristal se rompe, tudo que guardou se espalha pelo ar e vai para bem perto das outras xícaras que a rodeavam.
A baqueta é implacável, cedo ou tarde acerta, cedo ou tarde … podia ser só tarde, ver uma xicara próxima ainda nem pela metade cheia, vazia de experiências que poderiam fazer sua xícara talvez até transbordar, ser feita em pedaços, ver seu ainda pouco recheio voando pelos areas … é doloroso, gostaria de dizer que é injusto, mas ja nascemos sabendo que um dia esse dia vai chegar, cedo ou tarde … deveria ser tarde, sempre tarde, mas ninguém manda na baqueta, ela é independente e irônica. Engraçado isso de ironia, eu sempre enchi minha xícara delas por prazer, hoje não vejo mais graça, a xícara estilhaçada não era próxima de mim, mas alguns de seus cacos chegaram perto, sem tocar em mim, só o suficiente para sentir o impacto. 
Descobrir que o bater do tambor não é uma música alegre, é uma melodia que oscila, oscila entre o bem e o mal, a vida e a morte, é agoniante; Não é injusta, mas é dolorida, quase masoquista. Espero que todos os cacos espalhados sejam recolhidos sempre com muito carinho, guardados com muito amor, que a peneira leve a parte da quebra e deixe somente a dança da vida que voou do seu pote. Tinha que ser tarde, sempre tarde, mas hoje, hoje foi cedo.

Não importa, rico, pobre, alto, baixo, gordo, magro, branco, negro ou pardo. Nada disso importa, todos nós nos resumimos a uma xícara bem grande, porém, extremamente fina que esta posicionada em um tambor. Ao longo da vida, nós teremos mil oportunidades de encher nossas xícaras com o que quisermos, momentos doces, momentos amargos, momentos apimentados, podemos jogar fora algumas coisas que entraram, basta usar uma peneira e o que não vale mais a pena nós podemos deixar ir sem problemas, é só querermos.
Mas como disse antes, estamos posicionados em um tambor, e eventualmente esse tambor recebe uma batida e faz nossa xícara tremer. Essa tremida dá medo, então alguns decidem mudar a posição da xícara no tambor, alguns decidem deixar entrar em seu côncavo coisas que nunca imaginaram entrar no seu fino recipiente de cristal pelo medo de ter uma xícara vazia, cada um reage do seu jeito, afinal, cada um vive em seu tambor.
Inevitavelmente, por mais que você brinque de esconde esconde com a baqueta do tambor por muito tempo, ele vai te acertar, e o cristal se rompe, tudo que guardou se espalha pelo ar e vai para bem perto das outras xícaras que a rodeavam.
A baqueta é implacável, cedo ou tarde acerta, cedo ou tarde … podia ser só tarde, ver uma xicara próxima ainda nem pela metade cheia, vazia de experiências que poderiam fazer sua xícara talvez até transbordar, ser feita em pedaços, ver seu ainda pouco recheio voando pelos areas … é doloroso, gostaria de dizer que é injusto, mas ja nascemos sabendo que um dia esse dia vai chegar, cedo ou tarde … deveria ser tarde, sempre tarde, mas ninguém manda na baqueta, ela é independente e irônica. Engraçado isso de ironia, eu sempre enchi minha xícara delas por prazer, hoje não vejo mais graça, a xícara estilhaçada não era próxima de mim, mas alguns de seus cacos chegaram perto, sem tocar em mim, só o suficiente para sentir o impacto. Descobrir que o bater do tambor não é uma música alegre, é uma melodia que oscila, oscila entre o bem e o mal, a vida e a morte, é agoniante; Não é injusta, mas é dolorida, quase masoquista. Espero que todos os cacos espalhados sejam recolhidos sempre com muito carinho, guardados com muito amor, que a peneira leve a parte da quebra e deixe somente a dança da vida que voou do seu pote. Tinha que ser tarde, sempre tarde, mas hoje, hoje foi cedo.

4 weeks ago. 1 note. Permalink.
De coração, se o Guiness Book criassem a categoria: se interessar por alguém, conversar uma semana e na semana seguinte a pessoa voltar com a ex, achar o amor da vida, decidir virar padre e casar com deus ou ser abduzido e namorar marciana.
Eu seria a campeã invicata, ai pelo menos deixaria de deixar uma maldição e viraria um dom … mas enquanto não criam a categoria, ainda é maldição só. 

- SLR.

De coração, se o Guiness Book criassem a categoria: se interessar por alguém, conversar uma semana e na semana seguinte a pessoa voltar com a ex, achar o amor da vida, decidir virar padre e casar com deus ou ser abduzido e namorar marciana.
Eu seria a campeã invicata, ai pelo menos deixaria de deixar uma maldição e viraria um dom … mas enquanto não criam a categoria, ainda é maldição só.

- SLR.

"Da raiva ter esse pulmão cheio de ar, esse motivo todo para gritar, essa gana toda de mudar e no final, engolir tudo, soltar o ar devagar e rezar pro mundo não te devorar."
SLR
Acredite, eu estou aqui como uma amiga do peito, que ja passou pelo que você esta passando e entende o que você esta sentindo.
Era melhor cair de um penhasco e sobreviver, com todos os ossos quebrados, pele dilacerada, e rosto desfigurado. Doeria menos, eu sei.
Talvez ser atropelada por um trem, perder todos os membros e precisar da ajuda de todos a sua volta. Doeria menos, também sei disso.
Mas essa doer é pior porque ela rasga em mil pedaços nossa alma, nos deixa vivos, sem nenhuma marca na pele, todas na cabeça, se repetindo como uma roda gigante sem parada para entrada de novos passageiros. Sozinha esta você, estou eu, nessa roda gigante ininterrupta.
As cenas passam, nossos olhos buscam novos pontos a cada girada, queremos achar onde foi que erramos, em que momento nos tornamos mortos vivos, e pior, porquê deixamos nossas almas serem despedaçadas por outrem.
Como te disse, ja passei por isso, e como amiga já te adianto. Você não vai encontrar nada, nem uma pista, um sinal, uma sombra de erro, porque a vida é assim, uma assassina cruel de almas sem grandes motivos. Talvez seja para.o seu próprio prazer, talvez seja para que aprendamos algo, mas enquanto você não se conformar, a roda vai girar.
Ela só para quando você consegue juntar sua alma, acalmar sua cabeça e deixar de ser um ser humano que vive em sociedade, entretanto, em estado vegetativo. 
Talvez da proxima vez você procure o penhasco, talvez procure o tem, porque procurar amor cansa e no final você sai de uma batalha perdida, de corpo e alma, por alguém que vai cavalgar inteiro de volta para casa.

-SLR.

Acredite, eu estou aqui como uma amiga do peito, que ja passou pelo que você esta passando e entende o que você esta sentindo.
Era melhor cair de um penhasco e sobreviver, com todos os ossos quebrados, pele dilacerada, e rosto desfigurado. Doeria menos, eu sei.
Talvez ser atropelada por um trem, perder todos os membros e precisar da ajuda de todos a sua volta. Doeria menos, também sei disso.
Mas essa doer é pior porque ela rasga em mil pedaços nossa alma, nos deixa vivos, sem nenhuma marca na pele, todas na cabeça, se repetindo como uma roda gigante sem parada para entrada de novos passageiros. Sozinha esta você, estou eu, nessa roda gigante ininterrupta.
As cenas passam, nossos olhos buscam novos pontos a cada girada, queremos achar onde foi que erramos, em que momento nos tornamos mortos vivos, e pior, porquê deixamos nossas almas serem despedaçadas por outrem.
Como te disse, ja passei por isso, e como amiga já te adianto. Você não vai encontrar nada, nem uma pista, um sinal, uma sombra de erro, porque a vida é assim, uma assassina cruel de almas sem grandes motivos. Talvez seja para.o seu próprio prazer, talvez seja para que aprendamos algo, mas enquanto você não se conformar, a roda vai girar.
Ela só para quando você consegue juntar sua alma, acalmar sua cabeça e deixar de ser um ser humano que vive em sociedade, entretanto, em estado vegetativo.
Talvez da proxima vez você procure o penhasco, talvez procure o tem, porque procurar amor cansa e no final você sai de uma batalha perdida, de corpo e alma, por alguém que vai cavalgar inteiro de volta para casa.

-SLR.

Não foi um punhal,
Nada que levasse metal, 
Meu fim foi uma visão, 
Que me sangra a alma.

Eramos ideais, 
Só você não viu,
Não deixou tornar real,
Meu sonho acordado. 

Não sei se existe inferno para os mortos, 
Mas meu inferno é real,
Me queima, me destroça, me mata,
Me transforma em agonia por dentro. 
E por fora nem uma gota você verá, 
Sangue ou lágrima, 
Tudo dentro vou guardar.

Não escondo dores por orgulho, 
Muito menos por vergonha.
Não deixo elas escaparem,
Por puro egoísmo de quem sofre, 
Mas não aguentaria ver seu inferno,
Sofrendo pela dor que causa a mim.

- SLR.

Não foi um punhal,
Nada que levasse metal,
Meu fim foi uma visão,
Que me sangra a alma.

Eramos ideais,
Só você não viu,
Não deixou tornar real,
Meu sonho acordado.

Não sei se existe inferno para os mortos,
Mas meu inferno é real,
Me queima, me destroça, me mata,
Me transforma em agonia por dentro.
E por fora nem uma gota você verá,
Sangue ou lágrima,
Tudo dentro vou guardar.

Não escondo dores por orgulho,
Muito menos por vergonha.
Não deixo elas escaparem,
Por puro egoísmo de quem sofre,
Mas não aguentaria ver seu inferno, Sofrendo pela dor que causa a mim.

- SLR.

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